Em 2020, percorri 50 por cento de uma volta ao mundo

Recebi dia destes um resumo do Google Maps de minhas atividades em 2020. Apesar dessa pandemia, não parei de viajar. Segundo o Google, percorri de carro 18.555 km. A pé, foram 1.602 km, mais 93 km de bicicleta. Nada mal para um ano atípico. Minha principal viagem aconteceu no começo de 2020, antes da pandemia, entre 26 de janeiro e 14 de fevereiro. Passei por Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Mas a primeira viagem de 2020 foi ao local mais alto do RS, o pico e o cânion do Monte Negro, em São José dos Ausentes, bem na divisa com Santa Catarina.

Depois andei por outros lugares da Serra, como São Francisco de Paula e seu famoso Lago São Bernardo.

No fim de janeiro saí para minha aventura pelo Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Atravessei várias vezes o Rio Paraná, entre São Paulo e Mato grosso do Sul.

Passei por uma capital, Goiânia.

Passei por um país estrangeiro, o Paraguai.

Conheci cidades novas, algumas históricas, como a Cidade de Goiás, antiga capital do Estado.

Passei pouco tempo em Minas, um dos estados que mais gosto no Brasil, mas voltei a visitar cidades do Norte do Paraná, como Maringá e sua famosa catedral.

Percorri diversas rodovias, desde municipais a estaduais e federais, e passei por muitas regiões diferentes.

Na volta, ainda antes da pandemia, voltei a passear pela Serra Gaúcha, conhecendo alguns lugares novos, como esta vinícola de Nova Pádua, ao lado do Belvedere dos Sonda.

A partir de março, com muitos hotéis fechados, foi um momento de reduzir as viagens mas, assim que descobri alguns hotéis abertos, não tive dúvidas, voltei a viajar. O foco, agora, era outro. Comecei a percorrer pequenas comunidades do Interior e a conhecer lugares bem afastados dos centros urbanos, como túneis ferroviários perto do Rio das Antas, entre Bento e Veranópolis.

Segundo o Google Maps, passei por 254 cidades em 2020, sendo 80 novas. E visitei 1.631 lugares. Em 510 deles era a primeira vez que passava por lá. Um deles fica no interior de Venâncio Aires, numa estrada de chão que já foi rota de viajantes, antes das estradas asfaltadas.

Fiz caminhos alternativos entre conhecidas cidades da Serra, como este entre Nova Petrópolis e Caxias do Sul, atravessando o Rio Caí em Pedancino.

Aliás, percorri muita estrada de chão e peguei muito pó por aí.

Mas valeu a pena porque conheci muitos lugares incríveis.

Em muitas comunidades que visitei em 2020, conheci pequenas capelas de madeira, algumas muito bonitas.

Eu sou um grande colaborador do Google Maps. Já postei mais de 1.000 fotos e em alguns lugares que estão marcados no mapa, há somente fotos minhas. Pouca gente andou por lá. Lugares distantes ou meio escondidos, com acesso restrito, como esta cascata numa estrada de chão que sai de Farroupilha para São Vendelino.

Não tenho uma meta definida para 2021, a não ser continuar viajando. Desde o começo do ano, continuo visitando pequenas comunidades no Interior, já que conheço todas as 497 cidades gaúchas. Assim que essa situação passar, pretendo voltar ao Sudeste e ao Centro-Oeste do Brasil, conhecer novos lugares. Aqui no site você encontra as mais diversas atrações em lugares que pouca gente conhece. Eu também tenho um perfil no Instagram, com mais fotos.

Idas e vindas pelo Rio Paraná

Fiz várias travessias do Rio Paraná entre SP e MS durante minha viagem de janeiro e fevereiro. Circulei bastante por estradas da região. No geral são boas, mas em SP tem pedágios. Muitos. O Rio Paraná é bem largo na região de Bataguassu(MS) e Presidente Epitácio(SP).

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Existem usinas hidrelétricas na região, que formam um verdadeiro lago. Antes de entrar no estado de SP passei por Anaurilândia, em MS, depois de sair de Nova Andradina.

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Ainda em MS, a foto abaixo é num ótimo restaurante em Bataguassu.

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Depois fui até Presidente Prudente para passar a noite.

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No dia seguinte permaneci no Oeste do estado de São Paulo e optei por um hotel com piscina em Andradina. Um hotel bem simples ao lado do shopping com preço bem acessível.

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Durante grande parte de minha viagem pelo Centro Oeste e Oeste de SP passei perto de áreas com chuva. Mas chuva mesmo peguei somente no último dia em SP.

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No próximo Post voltamos ao Centro Oeste, passando mais uma vez por Mato Grosso do Sul e chegando até Goiás. Confira também minhas fotos lá no Instagram.

Em Mato Grosso do Sul e no Paraguai

Atravessando o Rio Paraná pela ponte Ayrton Senna, chega-se ao Centro Oeste. A primeira cidade em Mato Grosso do Sul é Mundo Novo. Bem pequena, como a maioria das cidades daquele estado.

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Um dos maiores atrativos são as compras no Paraguai, em Salto del Guayrá. Uma típica cidade de compras, com muitas lojas e muitos free shops.

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Depois de um breve passeio no Paraguai, era hora de pegar estradas estaduais de Mato Grosso do Sul rumo ao norte.

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Aquela região do MS é bem menos movimentada do que imaginei. Durante a viagem o tempo estava bom, mas em alguns momentos havia chuva ao longe.

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Meu destino era a cidade de Nova Andradina, onde achei um hotel razoável para passar a noite. Fiz a pesquisa no Booking. Nova Andradina é uma das maiores e mais desenvolvidas cidades do Sudeste do Mato Grosso do Sul.

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Caminhando pela avenida principal é possível observar muitas lojas. Há também uma grande variedade de opções em gastronomia.

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Não vi muitas igrejas em Mato Grosso do Sul, mas em Nova Andradina tem uma.

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Na frente da igreja tem uma pequena praça e uma rótula com trânsito bem movimentado.

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No dia seguinte era hora de seguir viagem. Depois da chuva.

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Minha primeira opção era permanecer em Mato Grosso do Sul, mas mudei o roteiro e atravessei de novo o Rio Paraná, rumo ao oeste paulista. Assunto para o próximo Post. Confira também meu perfil lá no Instagram.

Na região onde ficavam as Sete Quedas

O salto das Sete Quedas desapareceu no começo dos anos 80, com a inauguração da hidrelétrica de Itaipu. A formação do lago inundou a cachoeira, que era uma das maiores do Brasil. Em 82, antes do parque fechar, houve uma corrida de turistas. Uma ponte pênsil caiu e 32 pessoas morreram. Este acidente foi muito noticiado na época. A cidade de Guaíra fica no oeste do Paraná, na divisa com o Mato Grosso do Sul. Bem às margens do Rio Paraná, onde fica Itaipu e onde ficavam as Sete Quedas.

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Ao longe é possível ver a ponte Ayrton Senna, que tem mais de 3 km de extensão e liga o Paraná ao Mato Grosso do Sul.

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Entre as atrações de Guaíra está esta bela igreja de pedra, que tem 85 anos. Dizem que foi feita com pedras tiradas das Sete Quedas, mas acho que é dito popular.

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Perto dali fica o museu, com fotos das Sete Quedas e informações de como era esta atração turística.

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O museu fica bem na frente de uma praça.

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Guaíra é uma cidade bem quente, então optei por um hotel com piscina.

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Antes de chegar a Guaíra, depois de sair de Dionisio Cerqueira, passei por outro importante rio da região, o Iguaçu, que forma as famosas cataratas de Foz do Iguaçu.

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A viagem de Dionisio Cerqueira para Guaíra é bem complicada no trecho de Santa Lúcia. A BR-163 está em obras de duplicação e tem intenso movimento de caminhões. É preciso ter paciência em alguns momentos. Mais perto da BR 277 e de Cascavel há trechos duplicados e aí fica uma beleza. Mas me parece que a duplicação da BR-163 pode ser comparada à obra da BR-116 aqui no RS. Vai devagar quase parando…. No próximo Post vamos atravessar o Rio Paraná e chegar ao Centro Oeste brasileiro. Confira mais fotos no meu perfil no Instagram.