O Marco Lopez e a área ferroviária de Livramento

Dois lugares diferentes de Santana do Livramento, cidade onde nasci mas morei por pouco tempo. A uns 6 km da cidade, com acesso pela estrada que leva a Quaraí, fica o marco Lopez. É um dos muitos pontos que marcam a fronteira entre Brasil e Uruguai.

Na região, a fronteira é seca e os dois países se confundem em alguns momentos.

A Praça Internacional de Livramento fica no centro da cidade e é um ponto turístico famoso.

Um pouco afastado do centro fica a área ferroviária. Bem antiga, com a estação de trens desativada.

Lá funciona um posto da Receita.

Perto da estação, numa área onde ainda tem trilhos, fica uma construção antiga e abandonada.

Assim como Pinheiro Machado, mostrada no Post anterior, Livramento pouco mudou. Há poucos prédios novos no centro. Os casarões da Rivadávia Correa foram convertidos em lojas. Ainda lembro das matinês de domingo com 3 filmes no Cinema Internacional, que não existe mais, ou em Rivera, com legendas em espanhol, que nos ajudava a aprender o idioma do país vizinho. Hoje, Livramento sobrevive graças principalmente ao movimento de turistas que vão fazer compras nos free shops do Uruguai. Confira mais fotos de viagem no meu perfil no Instagram.

Pinheiro Machado é a mesma de 50 anos atrás

Não é uma crítica, nem uma cobrança, apenas uma constatação. A cidade de Pinheiro Machado não mudou nas últimas décadas. Morei lá no fim dos anos 60, ainda criança. Hoje, passeando pelas ruas de Pinheiro Machado, a gente percebe que pouco mudou.

Praticamente não existem prédios novos. A maioria são casas bem antigas. Algumas conservadas, outras não.

A cidade é o cenário ideal para um filme de época.

Nesta casa morei quando era guri. Hoje virou uma loja.

Brinquei muito neste sobrado. A gente dizia que a parte de cima era mal assombrada.

Esta capela antiga chamou minha atenção. Não sei se ainda está em atividade.

Não fiz fotos mas ainda lembro do Hotel Quitandinha e do antigo cinema, na frente da praça. O colégio onde estudei, o Hipólito Ribeiro, continua ativo. Nos fundos tinha um morro com umas rochas enormes, lugar que a gente brincava no recreio. Hoje esse morro não existe mais. Certa vez ocorreu um episódio envolvendo um menino e uma menina no meio das rochas e a direção da escola proibiu a circulação por lá. Coisas de cidade do interior, coisas de infância. Coisas que a gente não esquece nunca. Confira mais fotos de minhas viagens lá no Instagram.

A ponte ferroviária de Passo dos Pires

A uns 500 metros da antiga estação de trens mostrada no Post anterior, fica a ponte ferroviária. Ela pode ser vista da estrada de chão.

Depois é só seguir mais alguns metros e estacionar o carro ao lado dos trilhos.

Caminhando pela ferrovia, chega-se na ponte do Arroio dos Pires.

Para chegar na parte de baixo é preciso estacionar ao lado da pequena ponte na estrada de chão. Há uma trilha entre as árvores.

A estrada de chão que leva até a ponte e a antiga estação tem alguns trechos com pedras e buracos, mas é trafegável. A ponte fica a uns 12 km do centro de Pinheiro Machado. Confira no Instagram mais fotos de minhas viagens por aí.

Antiga estação de trens de Passo dos Pires

O local é o interior de Pinheiro Machado, acesso por estrada de chão com alguns pedregulhos. A antiga estação ferroviária é atualmente alojamento para os funcionários que fazem a manutenção da ferrovia.

Como muitas outras estações pelo Estado, esta também está desativada, mas pelo menos tem alguma utilidade.

O Passo dos Pires é uma localidade no interior de Pinheiro Machado, cidade que fica bem no sul do RS, entre Pelotas e Bagé.

Infelizmente o transporte de passageiros por trem foi desativado no Brasil. Uma das medidas mais estúpidas já adotada por algum governo. Confira mais fotos de minhas viagens lá no Instagram.

Uma praia na Lagoa Mirim em Rio Grande

Quem estudou geografia já ouviu falar da Lagoa dos Patos e da Lagoa Mirim, as duas grandes lagoas do RS. Na Lagoa Mirim tem uma praia que é muito frequentada no verão. A praia da Capilha fica no distrito do Taim, em Rio Grande.

Águas calmas são a grande atração do local.

O principal acesso é feito a partir da praça ao lado da capela da Capilha.

No distrito tem bares, lancherias, pousadas e casas para alugar no verão. A praia é extensa.

Eu estive lá no último dia do verão, mas parecia inverno. Muitas nuvens, muito vento, algum chuvisco ocasional e temperatura baixa. Infelizmente não foi possível tomar um banho na lagoa.

Para chegar no Taim é só pegar a BR-471 em Rio Grande. É a estrada que leva ao Chuí e ao Uruguai. Na praia tem a capela da capilha, uma das mais antigas do RS, que foi mostrada no Post anterior. Confira mais fotos de viagem lá no Instagram.