De Nova Petrópolis a Vila Oliva sem passar por Caxias

Um caminho direto de Nova Petrópolis até Vila Oliva, onde deve ser construído o novo aeroporto da Serra. Claro que a maior parte é por estrada de chão, por isso é recomendado apenas para quem curte passear pelo interior do Interior. Naquele roteiro, feito em abril, passei a noite na ótima Pousada da Neve, em Nova Petrópolis.

A pousada não é barata. Uma diária para casal não sai por menos de 200 reais, mas vale a pena conhecer.

De Nova Petrópolis, peguei a RS-235 em direção a Gramado. Antes do pedágio, entrei à esquerda numa estrada de chão para a localidade de Nossa Senhora do Pedancino. A estrada é boa do lado de Nova Petrópolis. Depois do Rio Caí, a subida tem trechos estreitos, mas é possível trafegar bem. No caminho tem a capela de São Paulo, de pedra, que estava bem bonita com as árvores coloridas no Outono.

Chegando perto de Santa Lúcia do Piaí, tem uma capela de madeira, bem simples.

Em frente a esta capela peguei a estrada à direita, para Vila Oliva. Está em obras, então é preciso ter cuidado com trechos com pedras. No caminho passei pela bonita capela de Nossa Senhora do Caravággio.

A estrada tem alguns trechos com asfalto pronto. Outros trechos em obras. Passando por Vila Oliva, na saída para Fazenda Souza, tem uma pequena capela, a de Nossa Senhora Aparecida.

Ao lado da capela, uma antiga escola municipal, que deve estar desativada.

São as peculiaridades das comunidades do interior. De Vila Oliva até Fazenda Souza e a Rota do Sol tem asfalto. É possível fazer uma viagem de Vila Oliva a Gramado, passando por uma histórica ponte de ferro, mas é estrada de chão. Um passeio turístico que poucos conhecem. Um pouco da Ponte do Raposo pode ser conhecido neste POST DO SITE. E para conhecer outros roteiros que fiz pelo interior, visite meu perfil no Instagram.

Uma antiga igreja de pedra em Bento Gonçalves

Esta igreja bem antiga fica meio escondida no interior de Bento, entre o Vale Aurora e a localidade de Eulália Baixa. Acesso a partir de estrada de chão. Para chegar perto da igreja é preciso pegar uma estrada estreita que leva a uma casa. Tem pouco lugar para estacionar.

Depois de estacionar é preciso caminhar por uma trilha pedregosa.

Pensei que a igreja estava abandonada, ao perceber a porta aberta, mas não. Dentro, está bem conservada.

Ao lado da igreja tem uma casa abandonada.

Eu cheguei na igreja de pedra a partir do Vale Aurora, onde passei na capela de São Valentim.

Logo depois da igrejinha tem um riacho e ao longe tem um paredão de pedra.

As estradas na região são estreitas mas em bom estado. É só dirigir devagar e com cuidado que não há grandes problemas. Confira mais fotos de meus passeios pelo interior lá no Instagram.

O Google Maps diz que é estádio, mas na verdade é um campo de futebol

Olhando no Google Maps para fazer um roteiro pelo interior de Monte Belo do Sul, uma marcação me chamou a atenção. Apontava como estádio Arlindo Varnier. Fiquei curioso e fui conferir. Na verdade é um campo de futebol, como tantos que existem por aí pelo interior do estado.

Era um domingo de março, começo do Outono, e estava bem tranquilo na região.

Bem na frente do “estádio”, fica a capela São José.

Como em outras regiões de Monte Belo do Sul, há alguns casarões perdidos pelo caminho. Estrada de chão em bom estado a partir da igreja de Nossa Senhora das Graças.

Ainda tem muito lugar que pretendo conhecer no interior de Monte Belo do Sul. Vou fazer outros roteiros pela região. Confira mais fotos lá no meu perfil no Instagram.

Roteiro de 4.200 km por 5 Estados

Encerrei hoje mais um longo roteiro pelo País. Foram 19 dias de estrada. Rodados 4.200 km por 5 estados. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Começou em 30 de junho, de Porto Alegre a Casca. Depois de passar a noite na cidade, fomos para Erechim, conhecer a Vila Trentin. Um lugar bem bacana, com cabanas e restaurante. Servem café colonial ou jantar italiano. As cabanas são rústicas, mas bem de acordo com o lugar. Foi um bom começo de viagem. Fazia muito frio em Erechim.

No dia seguinte foi hora de atravessar o Mampituba.

Aliás, atravessamos Santa Catarina também e fomos parar no Paraná. Passamos a noite em São Mateus do Sul e depois seguimos para Curitiba, passando pela cidade de Lapa.

Curitiba é uma das melhores capitais brasileiras para passear e morar. Chegamos lá num sábado, dia de feira na praça do centro da cidade, lá na Boca Maldita.

Domingo é um bom dia para chegar de carro em São Paulo. Tem menos movimento. Ficamos três dias na capital paulista e conhecemos lugares novos, entre eles o Dois Trópicos, uma floricultura e café, mais voltado para o Vegano. Foi lá que tomei um café com leite vegetal e experimentei o maravilhoso bolo de banana.

Depois de São Paulo seguimos para Minas Gerais, mas antes passamos uma noite em Águas de Lindóia, que tem muitas capivaras à solta no parque localizado bem no centro da cidade.

Em Minas, passamos por várias cidades. Ficamos uma semana por lá. Visitamos Monte Sião, a capital da moda em Tricot, com suas dezenas de lojas no centro e uma praça central bem bonita.

Passamos por Lambari, e sua água mineral que é distribuída de graça no parque central. Tomamos muito café mineiro, claro. O café do Sul de Minas é o melhor do Brasil.

Nos hospedamos em alguns casarões antigos que viraram pousadas.

Conhecemos a casa onde nasceu Pelé, e onde hoje funciona o museu do Rei do Futebol, em Três Corações.

Passamos por Três Pontas, onde ficamos numa pousada em frente à casa onde cresceu o cantor e compositor Milton Nascimento.

Minas é um estado maravilhoso para passear. Tem de tudo um pouco. É o estado com a maior malha rodoviária do País. Há muitos trens por lá também, que transportam principalmente minério. Na cidade de Ribeirão Vermelho, a estação ferroviária está preservada e virou um parque bem bonito para o lazer.

O Rio Grande passa por Ribeirão Vermelho e, por causa de uma barragem na região, o rio parece uma lagoa. No distrito de Macaia, município de Bom Sucesso, tem uma bela igrejinha.

Os moradores da região usam a barragem para o lazer.

Perto de Ribeirão Vermelho tem uma igreja abandonada. Difícil chegar lá de carro.

Minas tem também a cidade do ET. Varginha, que ficou conhecida na década de 90. Em 1996, houve estórias de encontro de moradores locais com ETs. Tem uma nave espacial numa praça no centro, mas a cidade não soube aproveitar bem essa estória para atrair turistas.

Descobrimos um Cristo Redentor em Eloi Mendes, perto de Varginha.

Ficamos um dia em Poços de Caldas, uma das cidades mineiras que mais gosto. Lá tem muitos cafés com mesas na calçada, o que é ótimo para saborear o café mineiro.

Café, aliás, passado na hora. Poços de Caldas tem um dos hotéis mais antigos do País, o Palace, bem no centro.

Grande parte das cidades mineiras tem um coreto na praça.

Depois de circular bastante por Minas, voltamos para o estado de São Paulo. Passamos por Campinas e fomos a Eldorado, onde fica a famosa Caverna do Diabo.

A caverna tem 600 metros de área de visitação, mas é muito maior. Vale a pena conhecer.

Para chegar a Eldorado enfrentamos uma estrada muito ruim. Uma descida de Serra entre Piedade e Juquiá. Estrada esburacada e estreita. Péssima. Bem, depois de Eldorado voltamos ao Paraná e ficamos mais uma noite em Curitiba. Foi o único dia em que pegamos chuva fraca, mas que não prejudicou a viagem. De Curitiba fomos a Blumenau, em Santa Catarina.

De Blumenau foi a hora de voltar. Pegamos a BR-101 em SC e seguimos de volta ao RS. Estrada bem movimentada, com muitos caminhões e muitos motoristas apressados, que não respeitam muito os outros ocupantes da pista, mas deu tudo certo. O carro da foto é apenas ilustrativo.

Neste roteiro passamos por 35 praças de pedágio e gastamos 180 reais. O pedágio mais caro foi 15,20 no interior de São Paulo. Em Minas não há muito pedágio mas as estradas estão ruins, especialmente as estaduais. Como tudo o que é bom dura pouco, a viagem acabou, mas já estou pensando na próxima. Quero ir ao norte de Minas e ao litoral da Bahia, mas isso fica para o fim do ano ou começo do ano que vem. Por enquanto, vou voltar aos roteiros pelo interior do RS.

Última parada em Minas é em Poços de Caldas

Hoje é nossa última noite em Minas Gerais neste roteiro. Passamos uma semana em terras mineiras. Gosto desse estado pela diversidade. Aqui tem de tudo. História, natureza, boa gastronomia, o melhor café do Brasil e muito mais. Minas tem a maior malha rodoviária do País, mas algumas estradas estão sem manutenção. A que pegamos hoje era boa.

Esta parte do estado fica perto da divisa com São Paulo. Tem muita Serra. Saímos de Pouso Alegre e passamos por várias cidades até chegar a Poços de Caldas. Uma delas é Santa Rita de Caldas, considerada a capital mineira da fé.

A região aqui é alta. Em alguns momentos chegamos a 1.300 metros de altitude. Perto de Santa Rita, tem um trecho curioso na estrada.

Tinha uma pedra no caminho, então fizeram a estrada em volta e a pedra virou um Mirante.

Pena que árvores cresceram e cobriram a paisagem, mas é possível fotografar de outro lugar.

Em outro ponto da estrada a paisagem também é bonita.

Bem, chegamos a Poços de Caldas bem no começo da tarde. Aproveitamos para caminhar bastante pelo centro. A praça principal tem um coreto, que é mais ou menos tradição em Minas. Muitas cidades tem um coreto na praça.

Bem na frente da praça fica o Palace Hotel, um dos mais antigos do país.

Outra coisa muito legal em Poços de Caldas. Há muitas cafeterias com mesas na calçada. Uma delas, a Doce da Roça, é a minha preferida.

O café é coado na hora.

Poços de Caldas tem como grande atração um parque de águas termais, que no momento está fechado. É uma cidade média, com um ótimo clima e muito boa para passear.

Amanhã começamos a descer. Vamos para Campinas. A volta a Porto Alegre está prevista para o domingo. Ainda temos alguns dias de passeio.