O histórico cemitério sueco do RS

Um lugar pouco conhecido e pouco divulgado, que fica no interior de Nova Roma do Sul, quase às margens do Rio das Antas. O acesso é feito a partir da RS 448, uns 4 ou 5 km depois da ponte de ferro. Há uma placa indicando o caminho. Depois é só seguir por uma estrada de chão.

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Logo em seguida, do lado direito, fica o cemitério.

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Os primeiros suecos chegaram ao Rio Grande do Sul por volta de 1890 e foram para esta região remota do Estado, às margens do Rio das Antas. O cemitério mostra a simplicidade com que viviam os primeiros moradores da área.

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Alguns túmulos no meio da mata, mas as flores novas mostram que os cuidados continuam até hoje.

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Como as terras em que os suecos moravam eram bem ruins para a agricultura, eles acabaram se mudando para o outro lado do rio, em Farroupilha, mas o local onde os antepassados eram sepultados permanece na área de origem.

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Esta mesma estrada é caminho para o Salto Escondido, uma bela cascata da região, que algum dia ainda irei conhecer. O acesso tem que ser feito a pé.

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Os suecos possuem um museu no RS, que fica no interior de Farroupilha.

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A Casa de Cultura sueca já foi tema de um Post aqui no site. Para conferir, clique AQUI. Agora tem asfalto em parte da estrada e é bem fácil chegar lá. Confira também mais fotos de viagens no meu perfil no Instagram.

 

A ponte de ferro da RS-448

Oficialmente chamada de ponte Getúlio Vargas, ela é mais conhecida como a ponte de ferro mesmo. Inaugurada em 1930, sob muita polêmica, a ponte liga os municípios de Farroupilha e Nova Roma do Sul. Dizem que a inauguração foi feita na marra, com a passagem de caminhões do Exército durante a Revolução de 1930. Antes, a ponte estava interditada com correntes e cadeados, à espera da abertura oficial. Os milico abriram caminho a tiros.

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A ponte é estreita e permite apenas a passagem de carros num único sentido de cada vez. É preciso esperar se vier veículo no sentido contrário. Do lado de Farroupilha tem uma trilha a lado da ponte que desce até a margem do Rio das Antas. É fácil descer caminhando.

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Lá embaixo se tem uma visão diferente da ponte, que fica bonita mesmo em dias de céu nublado.

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No local há uma prainha que nos dias quentes de verão deve atrair muitas pessoas, apesar das pedras.

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A RS-448 é aquela estrada cheia de curvas, que liga Farroupilha e Nova Roma do Sul.

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Ainda em Farroupilha, um pouco antes da ponte, tem esse capitel.

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Ao lado do capitel tem uma queda de água.

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Um pouco mais adiante tem outra cascata, que cai rente às rochas e só é plenamente visível em épocas de muita chuva. Vale a pena subir ou descer a RS-448, mas vá devagar, apreciando a paisagem e respeite os ciclistas que normalmente circulam por lá nos fins de semana. Confira mais fotos de viagens no meu perfil no Instagram.

Os túneis do KM 2 de Bento Gonçalves

A região conhecida como KM 2 fica entre a BR-470 e o Rio das Antas, com acesso pouco abaixo do restaurante de onde se avista a ferradura do rio. A estrada de chão é estreita mas está em bom estado. A 1 km deste casarão, fica um dos túneis.

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Tem um descampado ao lado da estrada onde é possível estacionar. Fica bem na frente da ferradura do Rio das Antas.

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Subindo uma pequena trilha, estão os trilhos.

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E o túnel.

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O túnel em linha reta tem 1 km de extensão. É possível ver o final dele.

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Parece que levou de 3 a 4 anos para ser escavado.

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Subindo em direção à BR-470 pela estrada que passa ao lado da casa que postei lá em cima, fica a antiga estação KM2, que está desativada e hoje serve de moradia para uma família.

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Na frente da estação e ao lado dos trilhos tem uma trilha escondida no meio do mato. Um morador da região, o Sr Osmar, gentilmente nos levou até o túnel, numa caminhada de 5 minutos no meio das árvores.

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Este túnel está desativado e a água tomou conta.

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Na parte de baixo, perto do primeiro túnel, que está ativo, ficam vários casarões de madeira que já foram mostrados aqui no Blog. E a ferradura do Rio das Antas pode ser vista bem de perto.

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Uma região pouco explorada turisticamente, que somente os mais aventureiros ou curiosos vão. As estradas de chão não estão ruins. É possível passar de carro tranquilamente. Confira mais fotos de viagens lá no meu perfil no Instagram.

Casarões na Linha Passo Velho, em Bento Gonçalves

Uma das principais atrações do caminho entre Bento Gonçalves e Veranópolis é a ponte do Rio das Antas. Também conhecida como ponte Ernesto Dornelles, tem cerca de 300 metros e foi construída em arcos.

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Muita gente estaciona o carro no restaurante ao lado para ver a ponte de perto.

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O Rio das Antas separa os dois municípios: Veranópolis e Bento Gonçalves.

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Pois bem, subindo a 470 em direção a Bento, tem uma parte da estrada de ferro desativada. Tem um mirante com uma vista bem bonita.

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Ali perto tem uma fruteira com uma vista de longe da ponte.

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E na parte de baixo, com acesso por estrada de chão, fica a localidade de Passo Velho, que também é conhecida como KM2. Esta localidade fica às margens do Rio das Antas e pode ser vista lá de cima, da fruteira. Eu resolvi descer de carro para conferir e tive uma surpresa. Muitos casarões antigos, logo depois do cemitério.

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Alguns casarões estão bem conservados e outros, não.

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A 1 km desta casa de pedra fica um túnel ferroviário.

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O túnel fica bem na frente da ferradura do Rio das Antas, que pode ser vista lá de cima na BR-470. Mas este é tema para o próximo Post. Confira mais fotos de viagens lá no meu perfil no Instagram.

O túnel em Y e a estação ferroviária de Jaboticaba, em Bento

Tem muita gente por aí que adora descobrir túneis, pontes e linhas ferroviárias espalhadas pelo RS. Alguns lugares estão abandonados, como a antiga estação de Jaboticaba, fechada desde 2005. Hoje é local de moradia de famílias. Esta antiga estação fica às margens do Rio das Antas, com acesso por estrada de chão em frente à ponte que liga os municípios de Bento e Veranópolis. Na região da estação, há dezenas de vagões de trens abandonados.

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O que mais atrai os aventureiros àquela região é o túnel em Y. Fica poucos depois da estação. Dá para chegar de carro até um pedaço, até onde estão os vagões. Depois, houve um desmoronamento de barranco e só há lugar para a passagem de motos e carros. E pessoas, claro. Mas tem onde estacionar. Depois é só caminhar nos trilhos até o túnel.

 

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É possível atravessar o túnel caminhando. São uns 400 metros, no máximo. Quem não gosta de túneis, pode usar uma trilha no meio da mata, que começa bem ao lado da entrada do túnel. Do outro lado fica a ponte ferroviária sobre o Rio das Antas.

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Ao lado da ponte fica uma subestação da usina Monte Claro.

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Passando pela ponte e seguindo mais uns 50 metros tem outro túnel.

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Na primeira vez que fui até a ponte eu passei pela trilha na mata, na volta fui pelo interior do túnel.

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Esta ponte sobre o Rio das Antas pode ser vista do mirante do Espigão, na BR-470 em Veranópolis.

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A foto abaixo foi feita do alto do morro, no mirante.

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O passeio vale a pena. A estrada de chão que leva até Jaboticaba está em bom estado. E a região é bem tranquila e muito bonita. De vez em quando a gente encontra aventureiros por lá.

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Caminhar dentro dos túneis é bem tranquilo. Leve uma lanterna ou use a do celular mesmo.

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A região é cercada de morros.

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No mesmo dia visitei mais dois túneis na região, que serão tema dos próximos posts. Confira mais fotos de minhas viagens por aí lá no Instagram.