Medo do Coronavírus esvazia Serra Gaúcha

Nesta sexta-feira tive que ir a Caxias do Sul, então aproveitei para circular pela Serra e ver como está a situação. Nas estradas, movimento maior é de caminhões, ônibus e vans. Em Caxias, tudo está fechado, mas há pessoas circulando nas ruas. Flores da Cunha está parada. Hotéis e pousadas da Serra fechados. Foi difícil encontrar lugar para comer. Circulei por alguns lugares do Interior do município. Nas vinícolas, há pessoas trabalhando, até porque a maioria das empresas é familiar. Em vez de fazer fotos de cidades vazias, preferi registrar lugares bonitos. Como esta paisagem da Terceira Légua, em Caxias.

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Esta pequena capela fica na Estrada do Imigrante.

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Depois fui a Nova Petrópolis, onde a situação é parecida. Pouca gente nas ruas.

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Voltei por Nove Colônias, passando por Pinhal Alto e Picada Café até a BR-116. A foto abaixo é da igrejinha de Nove Colônias.

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Um casarão antigo na região de Pinhal Alto.

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Na década de 70 tinha um filme com Charlton Heston, Ômega Man, que em português recebeu o título de A última esperança da Terra. Um vírus dizimou parte da população, deixando pessoas doentes que só podiam sair às ruas de noite. O Charlton Heston era um cientista que tinha a cura para a doença e vivia num casarão, sozinho. Ele andava pela cidade durante o dia e de noite ficava em casa, porque o Mathias, o líder dos zumbis, estava sempre atrás dele. No fim o Charlton encontra outras pessoas sãs e é morto pelo Mathias, mas consegue salvar o antídoto para o vírus. É um filme muito bom.

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Ontem, circulando pela Serra, me lembrei do filme porque vi as ruas vazias. Espero que esta situação se resolva logo, porque tem muita gente que vai quebrar financeiramente. Isolamento social também mata. E muito. Confira também meu perfil com fotos lá no Instagram.

A história de Bernardão e seus 28 centímetros

Uma estátua de 12 metros de altura chama a atenção pelas pessoas que passam pela pequena cidade de Fronteira, na divisa de Minas Gerais com São Paulo. Um negrão enorme, nu, em pleno centro. É a estátua do Bernardão, um escravo que ficou famoso na região pelo seu dote. Com um instrumento de 28 centímetros, Bernardão fazia a festa entre as senhoras e senhoritas naquela época.

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Para quem ficou curioso, a parte da frente da estátua protege a intimidade do antigo escravo.

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Há muitas estórias envolvendo o nome de Bernardão, mas o que se sabe é que ele era bem dotado e muito famoso em Fronteira. A cidade é pequena e tem alguns atrativos para o turista, todos na área rural. Eu apenas passei por Fronteira, onde acabei conhecendo a história do Bernardão. Parei numa padaria bem na frente da estátua para tomar um copo de Nescau e a mocinha que me atendeu ficou envergonhada de me explicar o motivo daquela estátua de 12 metros de um negrão pelado. Disse que não sabia….  Bem, depois de Minas, entrei no estado de São Paulo. O Rio Grande separa os dois estados.

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A principal estrada que usei naquela viagem foi a BR-153, que passa por Fronteira e entra São Paulo adentro. Em Minas, há trechos bem ruins, apesar de haver pedágio.

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Grande movimento de caminhões, que colam na traseira e não dão espaço para manobra, no caso de haver algum buraco.

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Já em São Paulo, a estrada melhorou.

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Parei em três cidades paulistas. A primeira foi São José do Rio Preto, que fica às margens de 3 rodovias bem movimentadas. É uma cidade grande e, dizem, muito quente. Eu tive sorte e não peguei tanto calor. Nos próximos Posts falo um pouco das estradas e das cidades paulistas. Confira também meu perfil no Instagram.

O bairro Hamburgo Velho de Novo Hamburgo

A região de Novo Hamburgo começou a ser povoada pelos alemães em 1824, na região onde hoje fica o bairro de Hamburgo Velho. É o ponto mais histórico da cidade.

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Tem umas ruas bem estreitas e bem movimentadas. Passam carros a toda hora.

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Há uma grande quantidade de casarões antigos.

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É por lá que também fica o conhecido Parcão de Novo Hamburgo. E esta igreja evangélica.

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Novo Hamburgo fica no Vale do Sinos e no caminho da Serra. É cortada pela movimentada BR-116. Depois de Novo Hamburgo, subindo a BR, ficam as cidades de Ivoti, Dois Irmãos e Morro Reuter. Confira mais fotos no Instagram.

A estação ferroviária de Guaporé

Eu nem sabia que Guaporé tinha uma antiga estação de trem. Agora, com a tentativa de criar um novo roteiro ferroviário pela região, o acesso para a estação foi sinalizado. O acesso é bem no trevo de Guaporé, em direção ao Cristo. Há uma estrada de terra antes da ponte, à esquerda.

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O prédio da estação é pequeno. Acho que para o passeio de trem vão usar outro, ao lado, que tem mais infra-estrutura para receber visitantes.

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Seguindo em direção a Dois Lajeados, tem uma estrada à esquerda com uma placa indicando o Moinho Ortolan. É um lugar bem antigo, que vale a pena visitar.

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Eu já postei sobre o moinho, veja o Post aqui. Desta vez pude circular melhor na propriedade porque fomos atendidos pelo dono, Sergio Ortolan, que nos contou algumas histórias da família.

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Depois do moinho, segui viagem pela RS-431 até Bento Gonçalves e Carlos Barbosa. No distrito de Faria Lemos, fica este casarão.

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A RS-431 está concluída e não tem mais aqueles chatos trechos em estrada de chão. Confira mais fotos lá no Instagram.

 

Rede Ibis terá hotel em Guaporé

Finalmente a região de Guaporé vai ganhar um hotel decente. A Rede Ibis está construindo nova unidade por lá. Fica bem ao lado do shopping localizado na RS-129, a 500 metros da entrada da cidade.

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O prédio, que terá 6 andares, está na fase inicial.

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Deve ficar pronto no começo do ano que vem. Bem ao lado do centro de compras.

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Guaporé está precisando de um novo hotel. O shopping foi remodelado há alguns anos e está bem bonito.

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Tem um amplo estacionamento.

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Vou aguardar com ansiedade a abertura de mais este hotel da Rede Ibis. Confira mais fotos lá no meu perfil no Instagram.