Um roteiro pelo Trem dos Vales

A ferrovia do Trigo é bastante conhecida aqui no RS. É possível fazer caminhadas pelos trilhos, túneis e viadutos. Agora temos a oportunidade de circular pela região de trem. O Trem dos Vales circula 3 meses por ano. Em 2022 foi em setembro, e agora em outubro e novembro, apenas nos fins de semana. São 46 km de viagem que dura cerca de 2 horas e meia, passando por 23 túneis e 15 viadutos, entre eles os famosos Mula Preta, Pesseguinho e Viaduto 13. Há 2 roteiros, com saída de Muçum e Guaporé. Se vc sair de Muçum, prefira o lado esquerdo. Se for no sentido inverso, o lado direito. A maior parte da viagem ocorre entre matas e paredões mas, mesmo assim, há muitos trechos mais abertos com paisagens diversas. No meu passeio, saí da estação de Muçum.

Os vagões são antigos, originais. Os bancos são confortáveis para a viagem.

São cerca de 20 vagões, cada um com capacidade para mais de 50 pessoas e estão sempre lotados. Eu tive sorte e meu passeio foi num sábado ensolarado e frio.

Pelo caminho, vistas do rio Guaporé, cascatas e morros.

Os melhores trechos são os viadutos 13, Mula Preta e Pesseguinho. Nos túneis há escuridão, mas tudo é uma festa. No maior deles, mais para o fim da viagem, a passagem pelo túnel de 2,5 Km demora 5 minutos.

A chegada a Guaporé foi com muito frio, apesar do dia ensolarado.

Para fazer o passeio, melhor é procurar agências de viagem. O roteiro deve incluir um almoço e visitas a outros locais do Vale do Taquari. O trem passa pelos municípios de Muçum, Vespasiano Correa, Dois Lajeados e Guaporé. Também é possível conhecer alguns túneis e viadutos a pé. Muitos deles tem acesso fácil, dá para chegar de carro bem perto. No fim das contas, fazendo um resumo da viagem, é possível dizer que o passeio vale a pena. Meu passeio, saindo de Porto Alegre, teve um custo de 440 reais por pessoa, incluindo almoço, trem e tours em Encantado e Muçum, além do shopping de Guaporé no encerramento. No trem não é permitida a entrada com alimentos, mas há venda de produtos. Almoce bem antes de ir e faça um lanche na chegada, em Guaporé. Confira mais fotos de minhas viagens lá no Instagram.

De Torres a Mampituba por estrada de chão

Depois de passar a noite no Hotel Farol em Torres, segui num domingo de chuva fraca para a cidade de Mampituba, mas por estrada de chão, passando por localidades no interior de Torres e até em Santa Catarina. A primeira das comunidades é o bairro Cortado.

Depois passei por Pirataba, onde tem apenas uma igreja e algumas casas, e atravessei o rio Mampituba para Santa Catarina. Passei pela localidade de Santa Catarina, em São João do Sul, bem às margens do rio.

Ao lado da ponte pênsil tem uma casa antiga abandonada.

Voltando para o RS, passei por uma pequena igreja evangélica luterana, ainda em Torres. Antes de pegar o asfalto, nos últimos quilômetros até Mampituba, encontrei outra casa antiga e abandonada.

De Mampituba atravessei o Rio de novo e voltei para Santa Catarina, passando por Praia Grande e São João do Sul até a BR-101. Meu destino era o litoral catarinense. Confira mais fotos de viagem lá no meu perfil no Instagram.

Gruta religiosa e pequena cascata em Coronel Pillar

Numa estrada que liga Coronel Pillar e Roca Sales, que está sendo preparada para o asfalto, encontrei esta pequena gruta religiosa, ao lado de uma cascata.

O local nem constava no Google Maps.

No mesmo dia em que passei por lá, fui até a localidade de São Bartolomeu.

Já passei por muitas comunidades de Coronel Pillar e região. A maior parte das fotos pode ser encontrada no meu perfil no Instagram.

Na Villa Mattuella de Coronel Pillar

A pequena cidade de Coronel Pillar se destaca pela enorme igreja matriz, no centro. Pelos arredores, algumas atrações. Uma delas é a Villa Mattuella, um casarão antigo que virou local de eventos, principalmente para casamentos.

Na área tem um vinhedo, com um tipo de parreiral que só é visto no Chile.

Nos fundos tem as ruínas da antiga casa da família, com porão de pedra.

É um local bem agradável para visitar.

Os casamentos realizados lá geralmente são de pessoas fora do Estado. Confira mais fotos de minhas viagens lá no meu perfil no Instagram.

No Parque Alto da Pedra, em Igrejinha

Saindo de Gramado por uma estrada de chão ao lado da RS-115, no caminho tem o Parque Alto da Pedra, que fica depois de Três Coroas, já em Igrejinha. É uma área particular. O ingresso custa entre 5 e 10 reais.

Do alto do Morro é possível avistar várias cidades da região, inclusive Porto Alegre, ao longe.

É um lugar que costuma ficar bem movimentado nos fins de semana.

A estrada que leva ao parque é bem estreita e com aclives, mas tem calçamento nos trechos mais complicados.

Dizem que o pôr do Sol lá em cima é bem bonito. Quando estive por lá o céu estava bem nublado.

O parque até o centro de igrejinha é bem perto, são poucos km. E na maior parte deste trecho tem asfalto. Confira mais fotos de minhas viagens lá no Instagram.