Roteiro de 4.200 km por 5 Estados

Encerrei hoje mais um longo roteiro pelo País. Foram 19 dias de estrada. Rodados 4.200 km por 5 estados. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Começou em 30 de junho, de Porto Alegre a Casca. Depois de passar a noite na cidade, fomos para Erechim, conhecer a Vila Trentin. Um lugar bem bacana, com cabanas e restaurante. Servem café colonial ou jantar italiano. As cabanas são rústicas, mas bem de acordo com o lugar. Foi um bom começo de viagem. Fazia muito frio em Erechim.

No dia seguinte foi hora de atravessar o Mampituba.

Aliás, atravessamos Santa Catarina também e fomos parar no Paraná. Passamos a noite em São Mateus do Sul e depois seguimos para Curitiba, passando pela cidade de Lapa.

Curitiba é uma das melhores capitais brasileiras para passear e morar. Chegamos lá num sábado, dia de feira na praça do centro da cidade, lá na Boca Maldita.

Domingo é um bom dia para chegar de carro em São Paulo. Tem menos movimento. Ficamos três dias na capital paulista e conhecemos lugares novos, entre eles o Dois Trópicos, uma floricultura e café, mais voltado para o Vegano. Foi lá que tomei um café com leite vegetal e experimentei o maravilhoso bolo de banana.

Depois de São Paulo seguimos para Minas Gerais, mas antes passamos uma noite em Águas de Lindóia, que tem muitas capivaras à solta no parque localizado bem no centro da cidade.

Em Minas, passamos por várias cidades. Ficamos uma semana por lá. Visitamos Monte Sião, a capital da moda em Tricot, com suas dezenas de lojas no centro e uma praça central bem bonita.

Passamos por Lambari, e sua água mineral que é distribuída de graça no parque central. Tomamos muito café mineiro, claro. O café do Sul de Minas é o melhor do Brasil.

Nos hospedamos em alguns casarões antigos que viraram pousadas.

Conhecemos a casa onde nasceu Pelé, e onde hoje funciona o museu do Rei do Futebol, em Três Corações.

Passamos por Três Pontas, onde ficamos numa pousada em frente à casa onde cresceu o cantor e compositor Milton Nascimento.

Minas é um estado maravilhoso para passear. Tem de tudo um pouco. É o estado com a maior malha rodoviária do País. Há muitos trens por lá também, que transportam principalmente minério. Na cidade de Ribeirão Vermelho, a estação ferroviária está preservada e virou um parque bem bonito para o lazer.

O Rio Grande passa por Ribeirão Vermelho e, por causa de uma barragem na região, o rio parece uma lagoa. No distrito de Macaia, município de Bom Sucesso, tem uma bela igrejinha.

Os moradores da região usam a barragem para o lazer.

Perto de Ribeirão Vermelho tem uma igreja abandonada. Difícil chegar lá de carro.

Minas tem também a cidade do ET. Varginha, que ficou conhecida na década de 90. Em 1996, houve estórias de encontro de moradores locais com ETs. Tem uma nave espacial numa praça no centro, mas a cidade não soube aproveitar bem essa estória para atrair turistas.

Descobrimos um Cristo Redentor em Eloi Mendes, perto de Varginha.

Ficamos um dia em Poços de Caldas, uma das cidades mineiras que mais gosto. Lá tem muitos cafés com mesas na calçada, o que é ótimo para saborear o café mineiro.

Café, aliás, passado na hora. Poços de Caldas tem um dos hotéis mais antigos do País, o Palace, bem no centro.

Grande parte das cidades mineiras tem um coreto na praça.

Depois de circular bastante por Minas, voltamos para o estado de São Paulo. Passamos por Campinas e fomos a Eldorado, onde fica a famosa Caverna do Diabo.

A caverna tem 600 metros de área de visitação, mas é muito maior. Vale a pena conhecer.

Para chegar a Eldorado enfrentamos uma estrada muito ruim. Uma descida de Serra entre Piedade e Juquiá. Estrada esburacada e estreita. Péssima. Bem, depois de Eldorado voltamos ao Paraná e ficamos mais uma noite em Curitiba. Foi o único dia em que pegamos chuva fraca, mas que não prejudicou a viagem. De Curitiba fomos a Blumenau, em Santa Catarina.

De Blumenau foi a hora de voltar. Pegamos a BR-101 em SC e seguimos de volta ao RS. Estrada bem movimentada, com muitos caminhões e muitos motoristas apressados, que não respeitam muito os outros ocupantes da pista, mas deu tudo certo. O carro da foto é apenas ilustrativo.

Neste roteiro passamos por 35 praças de pedágio e gastamos 180 reais. O pedágio mais caro foi 15,20 no interior de São Paulo. Em Minas não há muito pedágio mas as estradas estão ruins, especialmente as estaduais. Como tudo o que é bom dura pouco, a viagem acabou, mas já estou pensando na próxima. Quero ir ao norte de Minas e ao litoral da Bahia, mas isso fica para o fim do ano ou começo do ano que vem. Por enquanto, vou voltar aos roteiros pelo interior do RS.

Um hotel de quase 100 anos em Marau

O Hotel de Conto é bem tradicional em Marau. Fica na principal avenida da cidade, bem no centro.

O fato de ficar no centro tem os pontos positivos e os negativos. O bom é que é perto de tudo. Mas quem prefere silêncio, deve ficar com os quartos de fundo. A avenida é bem movimentada.

O estacionamento não é coberto. Na parte interna, uma decoração interessante.

Como não me importo com ruídos de rua, pedi um quarto de frente, com sacada.

O hotel tem uma piscina ao ar livre e um belo jardim.

As diárias não são muito baratas não, mas às vezes se consegue uma promoção no booking.

A duas quadras do hotel fica a praça principal de Marau, com a bela igreja.

Na frente da praça tem um casarão.

Marau é bem perto de Passo Fundo também. Já tinha me hospedado no Hotel de Conto há alguns anos. Voltei agora durante o último Carnaval, por isso o hotel estava bem tranquilo e com preços mais acessíveis. Confira mais fotos de viagens no meu perfil no Instagram.

O Santuário de Nossa Senhora da Salete, em Vila Maria

Descobri que várias áreas do interior adotam o nome de santuário mas, na verdade, são espaços com uma capela e algumas imagens de santos que servem para encontros de pessoas ligadas à fé. Este de Vila Maria é assim. Bem simples. Fica às margens da RS-324 na entrada da cidade. Há placas indicando a entrada. Subindo um pequeno morro, chega-se ao chamado santuário.

Passei por lá no meio do Carnaval e havia algumas pessoas rezando na pequena capela.

Do alto do morro tem-se uma vista de Vila Maria.

Depois de Vila Maria, meu destino era a cidade de Marau, que fica bem perto. Claro que não fiz o caminho normal, pela RS-324. Segui por estrada de chão em direção ao chamado Morro do Urubu. Estrada de chão muito ruim com pedras soltas. O acesso ao morro estava fechado. Fui então para a Linha 24, passando na frente da capela Sagrada Família.

Esta capela nem aparecia no Google Maps.

No centro de Vila Maria, perto de um posto de combustíveis, fotofrafei esta casa.

Lá funciona uma espécie de espaço cultural destinado a oficinas, circo, teatro e música. Bem bonita a casa. Vila Maria é uma cidade bem pequena, cortada pela RS-324. Fica entre Marau e Casca. Em Marau, passei a noite num hotel antigo, bem no centro. Assunto para o próximo Post. Confira mais fotos de viagens lá no Instagram.

Última parada em Minas é em Poços de Caldas

Hoje é nossa última noite em Minas Gerais neste roteiro. Passamos uma semana em terras mineiras. Gosto desse estado pela diversidade. Aqui tem de tudo. História, natureza, boa gastronomia, o melhor café do Brasil e muito mais. Minas tem a maior malha rodoviária do País, mas algumas estradas estão sem manutenção. A que pegamos hoje era boa.

Esta parte do estado fica perto da divisa com São Paulo. Tem muita Serra. Saímos de Pouso Alegre e passamos por várias cidades até chegar a Poços de Caldas. Uma delas é Santa Rita de Caldas, considerada a capital mineira da fé.

A região aqui é alta. Em alguns momentos chegamos a 1.300 metros de altitude. Perto de Santa Rita, tem um trecho curioso na estrada.

Tinha uma pedra no caminho, então fizeram a estrada em volta e a pedra virou um Mirante.

Pena que árvores cresceram e cobriram a paisagem, mas é possível fotografar de outro lugar.

Em outro ponto da estrada a paisagem também é bonita.

Bem, chegamos a Poços de Caldas bem no começo da tarde. Aproveitamos para caminhar bastante pelo centro. A praça principal tem um coreto, que é mais ou menos tradição em Minas. Muitas cidades tem um coreto na praça.

Bem na frente da praça fica o Palace Hotel, um dos mais antigos do país.

Outra coisa muito legal em Poços de Caldas. Há muitas cafeterias com mesas na calçada. Uma delas, a Doce da Roça, é a minha preferida.

O café é coado na hora.

Poços de Caldas tem como grande atração um parque de águas termais, que no momento está fechado. É uma cidade média, com um ótimo clima e muito boa para passear.

Amanhã começamos a descer. Vamos para Campinas. A volta a Porto Alegre está prevista para o domingo. Ainda temos alguns dias de passeio.

Circulando pelo interior de Vila Maria e Camargo

Mais alguma coisa do roteiro que fiz em fevereiro pelo Norte do RS. Em Vila Maria, passei pela Linha 19. Lá tem a capela de São João Batista.

Depois, já no município de Camargo, passei pela Linha 18 Baixa. Na comunidade tem a capela de Caravággio.

Circulando por estrada de chão, fui parar no Rio Guaporé. Uma placa dizia que a ponte estava interditada, mas era de 2016. Resolvi arriscar. Tem uma ponte antiga e uma nova sendo construúda.

Foi possível atravessar sem problemas.

Já no centro de Camargo, fotografei um antigo casarão de madeira.

Acho que lá funciona a casa de cultura do município.

Casarões de madeira como este são comuns em cidades do interior. Este passeio pelo Norte do RS teve passagens por vários rios, como o Pulador, o Camargo e o Guaporé. A maior parte do roteiro foi feito em estrada de chão. Para conferir mais fotos de minhas viagens por aí visite meu perfil no Instagram.