Fugindo do calor de Porto Alegre

A Capital Gaúcha enfrentava uma forte onda de calor. Então não havia muita alternativa. Ir para o Litoral, lotado nesta época, horrível. Ou ir para a Serra, onde a temperatura é mais amena à noite. Depois de passar uns dias em Cambará e São José dos Ausentes, passeando pelos cânions e curtindo um friozinho à noite, passei rapidamente por Porto Alegre por causa de compromissos (levar o carro para a revisão) e em seguida voltei para a Serra. A primeira parada foi em Carlos Barbosa, que tem a simpática praça da Estação.img_20191230_1807384487608652033255740839.jpg

De Carlos Barbosa segui para Garibaldi, que também tem uma antiga estação ferroviária, usada como para pelo trem que faz o passeio Barbosa – Bento. No caminho o trem passa pela barragem de Garibaldi, onde tem uma bela ponte de pedra.

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Falando em pedra, segui depois para o Caminhos de Pedra, em Bento. Quem chega a partir de Barracão encontra esta bela casa antiga, à esquerda na estrada.

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Há vários lugares para passear no Caminho de Pedras. Um dos meus preferidos é a Casa da Confecção e a Casa do Queijo. Naquele dia, uma chuva se aproximava ao longe.

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A chuva passou longe mesmo e não chegou a Bento. Em Farroupilha, no Santuário de Caravaggio, a chuva também não apareceu.

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Choveu fraco na madrugada em Caxias, onde passei a noite. No dia seguinte peguei a estrada de novo, em direção a Nova Petrópolis, mas como gosto de fazer caminhos diferentes, peguei outra estrada logo depois da ponte do rio Caí. Entrei à direita na estrada da Linha Temerária até a Vila Olinda. Tem uma parte de asfalto mas depois é chão.

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De Nova Petrópolis fiz um rápido passeio em Gramado. O cinema estava com uma bela decoração, estimulando os livros.

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Depois de passar a Noite em Nova Petrópolis era hora de voltar. De novo peguei um caminho alternativo, seguindo pela estrada que leva a Linha Nova e depois Presidente Lucena e Ivoti.

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Esta estrada começa na região do restaurante Colina Verde, junto a Br-116. A paisagem da foto é a descida de Linha Nova para Presidente Lucena. Assim, passando uns dias fora de Porto Alegre, nem senti o calorão… Confira mais fotos de viagens no Instagram.

Voltando ao Cânion Monte Negro

No fim do ano passado fiquei 4 dias na região de Cambará e São José dos Ausentes, fazendo o caminho dos cânions. Já postei sobre Cambará e agora vou falar mais um pouco do Monte Negro, o ponto mais elevado do RS, com mais de 1.400 metros. Eu acho o cânion do Monte Negro o mais bonito e imponente dos 3 que visitei. Não fica em parque estadual ou federal, mas em área privada, mesmo assim tem acesso livre. São 42 km de estrada de chão a partir de Ausentes, mas a maior parte está boa. Apenas os últimos 5 km são mais complicados, mesmo assim é possível chegar de carro. Depois de estacionar, uma rápida caminhada leva ao cânion.

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O Monte Negro fica ao lado.

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Não há muitas cercas ou demarcações na borda do cânion, então é preciso tomar cuidado.

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Caminhando para o outro lado do paredão, já estamos em Santa Catarina. A vista de lá é mais bonita.

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Sem dúvida o Monte Negro é um dos cânions mais bonitos do RS. Fica numa área mais verde e mais livre, bem longe da civilização.

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Toda a estrada a partir de São José dos Ausentes é bem sinalizada. Mesmo sem GPS é possível chegar ao local do cânion. No caminho há um restaurante em Silveira, e pousadas, para quem gosta de se hospedar em lugares mais isolados. Eu prefiro ficar na cidade e sempre me hospedo do Hotel Morada das Glicínias, bem no centro. Simples e acolhedor. São José dos Ausentes é uma das cidades mais frias do RS e, mesmo no verão, tem friozinho nas madrugadas. Confira mais fotos no Instagram.

 

Itaimbezinho: Na trilha do Cotovelo

Há duas trilhas para se fazer no Itaimbezinho. A maior delas é a do Cotovelo. São 6 km de caminhada, ida e volta. Caminhando num bom ritmo dá para fazer em uma hora e meia, já contando o tempo de parada na borda do cânion. A trilha é no meio da mata, com alguns lugares bonitos.

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Há mirantes na borda do cânion.

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Os paredões de pedra são impressionantes.

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Mais uma vez a recomendação é levar bastante água.

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Respeite os sinais e não chegue muito próximo da borda do cânion.

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Na volta faça a segunda trilha no parque, que é bem próximo do prédio central.

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Pela manhã é mais recomendável nos meses mais quentes, por causa da temperatura. No inverno o tempo pode mudar muito rápido e o cânion ficar coberto por uma neblina. O melhor é se informar antes de ir. A estrada para o parque é de chão mas é possível encarar de carro. Confira mais fotos no Instagram.

No cânion Fortaleza de Cambará do Sul

Para fazer este passeio eu indico contratar uma empresa especializada. Evite colocar seu carro na estrada para o cânion. Parte tem asfalto e parte chão, mas com muitas pedras e alto risco de rasgar um pneu. Um passeio com guia é mais seguro e tranquilo e você vai ouvindo explicações sobre o lugar. Eu contratei o passeio no hotel mesmo e tudo saiu tranquilo.

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Depois que se chega no parque, há uma caminhada de uns 1.700 metros morro acima, debaixo de sol. Leve muita água.

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Chegando no mirante, vê-se que o passeio compensa.

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É possível chegar bem perto da borda do cânion, então é preciso tomar cuidado.

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A vista é impressionante.

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A volta ao estacionamento é mais fácil, porque é descida. Depois seguimos para a segunda parte do passeio. Até a Cascata do tigre preto e a chamada pedra do segredo. Neste passeio melhor é em época de pouca chuva, porque tem que atravessar um riacho. Leve um tênis de reserva.

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É possível chegar bem próximo da cascata.

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Todo o caminho é perto da borda do cânion, então há muitos lugares para ver.

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A tal pedra do segredo que achei meio decepcionante.

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São três pedras empilhadas que vê-se de longe. Não tem muita graça, mas a paisagem em volta já vale o passeio até lá. Um passeio ao cânion Fortaleza custa em torno de 75 a 80 reais por pessoa, dependendo da empresa contratada. Confira mais fotos de viagens no Instagram.

 

Na praia de Laguna, SC

Laguna é uma das praias mais populares do Litoral Sul catarinense. A primeira vez que estive por lá foi na década de 80. Na década de 90 voltei uma vez. Depois, só agora em 2019, no começo de dezembro. A cidade cresceu bastante, principalmente para os lados da praia do Mar Grosso. Muitos prédios novos na Beira-mar. Fiquei no mesmo hotel da última vez, o Ravena. De frente para o Oceano.

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A praia do Mar Grosso tem de um lado os molhes e do outro, umas pedras, que se a separam da praia do Gi.

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Não tenho o hábito de ficar parado na praia. Gosto de caminhar e, se for o caso, tomar um banho de mar e sair. No dia em que fiquei em Laguna caminhei mais de 5 km na beira da praia. Muito bom. A parte das pedras que separa as duas praias é bem bonita.

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O Hotel Ravena é bem antigo, mas está conservado. Tem piscina e fica na beira do mar. Como não gosto de ficar muito tempo no mesmo lugar, dois dias depois saí de Laguna. Antes, fiz um tour pelo centro histórico. Laguna é uma das cidades mais antigas do País. Foi fundada em 1676. Isso dá para se notar caminhando pelo centro. Ruas bem estreitas e casario antigo.

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No centro também fica a casa de Anita Garibaldi. Na verdade ela não morou lá. Parece que apenas foi o local onde se preparou para o primeiro casamento. Tem um museu hoje.

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Laguna tem muitas casas antigas para fotografar. Pena que os carros estacionados estragam a cena.

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O centro fica bem na beira do mar, ou da Laguna.

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Também no centro tem o acesso para um morro com um mirante.

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A Fonte do Carioca é bem antiga, mas até hoje tem gente pegando água por lá. É de graça.

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Ao lado tem um museu.

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O prédio foi construído para lembrar uma tradicional quinta portuguesa.

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Bem, de Laguna subi um pouco a Serra até Orleans e depois segui para Nova Veneza. A foto abaixo é de uma paisagem da região de Gravatal.

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Chegando a Nova Veneza, fotografei esta casa, na estrada para Siderópolis.

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Nova Veneza é um pólo de gastronomia italiana e atrai muitos turistas nos fins de semana. No centro tem uma rua coberta.

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Nova Veneza é um exemplo de como o turismo gera renda. Há alguns anos passei por lá e tinha poucas atrações. Hoje são inúmeros os restaurantes que funcionam por lá. Na praça do centro tem uma gôndola de Veneza, na Itália, que é atração. Uma das vantagens de circular de carro por SC é que a gasolina é mais barata do que no RS. Aliás, SC já passou na frente do Rio Grande e hoje é um Estado em pleno desenvolvimento. Um exemplo para o RS. Confira também minhas fotos lá no Instagram.