A Capela Santa Ana de Serafina Correa

Município vizinho de Casca, Serafina Correa é mais uma cidade que foi colonizada por italianos. Por isso, nas comunidades do Interior, é comum ver capelas de todos os tipos. Esta é a capela de Santa Ana.

Ela tem um formato diferente e é bem bonita.

O acesso à capela é por estrada de chão, a partir da RS-129. Eu vinha do outro lado, porque antes passei pelo Povoado Radin em Casca, mostrado no Post anterior. Antes da capela de Santa Ana, pela Comunidade de São Roque.

O dia estava bonito, com bastante sol, mas não fazia calor, apesar de ser ainda verão.

Depois de conhecer todas as 497 cidades do RS, estou agora fazendo roteiros pelas zonas rurais. Comendo muito pó, mas conhecendo alguns lugares interessantes. Faça um passeio pelo Site e conheça também recantos escondidos do RS. E me siga no Instagram.

O Povoado Radin de Casca

Neste roteiro que fiz pelo interior de vários municípios da região, fui conhecer o Povoado Radin, interior de Casca, perto de Serafina Correa. Para chegar lá, peguei a estrada que passa pela Vila Evangelista.

Para quem não conhece, a Vila Evangelista é um local histórico da imigração italiana no RS. Já postei sobre a região. Para conferir o Post, clique AQUI. Bem, neste dia passei pela Vila e peguei a estrada à esquerda. Depois que termina o calçamento, é estrada de chão até o povoado Radin.

É mais uma das localidades do Interior, com uma grande igreja de alvenaria.

Para chegar na Vila Evangelista é preciso acessar a RS-129, bem perto do entroncamento com a RS-324. O Povoado Radin fica alguns quilômetros depois. Confira mais fotos de viagens lá no meu perfil no Instagram.

A Capela das Cruzinhas de Marau

Esta capela de madeira fica na estrada de chão que leva a Nicolau Vergueiro, no interior de Marau.

É difícil achar capelas de madeira nessa região. Eu, pelo menos, encontrei poucas.

Não sei o porque do nome Capela das Cruzinhas.

Antes de chegar nesta capela, passei por outra igreja. De pedra. A igreja de São Francisco.

Pena que a posição do Sol não favoreceu a foto.

Também na região, fica a capela de São José do Tonial, esta bem mais simples.

A estrada de chão que liga Nicolau Vergueiro a Marau está em bom estado, apenas tem muito pó. De vez em quando passam caminhões por lá, o que aumenta o pó… Confira mais fotos de viagens lá no meu perfil no Instagram.

Roteiro de 4.200 km por 5 Estados

Encerrei hoje mais um longo roteiro pelo País. Foram 19 dias de estrada. Rodados 4.200 km por 5 estados. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Começou em 30 de junho, de Porto Alegre a Casca. Depois de passar a noite na cidade, fomos para Erechim, conhecer a Vila Trentin. Um lugar bem bacana, com cabanas e restaurante. Servem café colonial ou jantar italiano. As cabanas são rústicas, mas bem de acordo com o lugar. Foi um bom começo de viagem. Fazia muito frio em Erechim.

No dia seguinte foi hora de atravessar o Mampituba.

Aliás, atravessamos Santa Catarina também e fomos parar no Paraná. Passamos a noite em São Mateus do Sul e depois seguimos para Curitiba, passando pela cidade de Lapa.

Curitiba é uma das melhores capitais brasileiras para passear e morar. Chegamos lá num sábado, dia de feira na praça do centro da cidade, lá na Boca Maldita.

Domingo é um bom dia para chegar de carro em São Paulo. Tem menos movimento. Ficamos três dias na capital paulista e conhecemos lugares novos, entre eles o Dois Trópicos, uma floricultura e café, mais voltado para o Vegano. Foi lá que tomei um café com leite vegetal e experimentei o maravilhoso bolo de banana.

Depois de São Paulo seguimos para Minas Gerais, mas antes passamos uma noite em Águas de Lindóia, que tem muitas capivaras à solta no parque localizado bem no centro da cidade.

Em Minas, passamos por várias cidades. Ficamos uma semana por lá. Visitamos Monte Sião, a capital da moda em Tricot, com suas dezenas de lojas no centro e uma praça central bem bonita.

Passamos por Lambari, e sua água mineral que é distribuída de graça no parque central. Tomamos muito café mineiro, claro. O café do Sul de Minas é o melhor do Brasil.

Nos hospedamos em alguns casarões antigos que viraram pousadas.

Conhecemos a casa onde nasceu Pelé, e onde hoje funciona o museu do Rei do Futebol, em Três Corações.

Passamos por Três Pontas, onde ficamos numa pousada em frente à casa onde cresceu o cantor e compositor Milton Nascimento.

Minas é um estado maravilhoso para passear. Tem de tudo um pouco. É o estado com a maior malha rodoviária do País. Há muitos trens por lá também, que transportam principalmente minério. Na cidade de Ribeirão Vermelho, a estação ferroviária está preservada e virou um parque bem bonito para o lazer.

O Rio Grande passa por Ribeirão Vermelho e, por causa de uma barragem na região, o rio parece uma lagoa. No distrito de Macaia, município de Bom Sucesso, tem uma bela igrejinha.

Os moradores da região usam a barragem para o lazer.

Perto de Ribeirão Vermelho tem uma igreja abandonada. Difícil chegar lá de carro.

Minas tem também a cidade do ET. Varginha, que ficou conhecida na década de 90. Em 1996, houve estórias de encontro de moradores locais com ETs. Tem uma nave espacial numa praça no centro, mas a cidade não soube aproveitar bem essa estória para atrair turistas.

Descobrimos um Cristo Redentor em Eloi Mendes, perto de Varginha.

Ficamos um dia em Poços de Caldas, uma das cidades mineiras que mais gosto. Lá tem muitos cafés com mesas na calçada, o que é ótimo para saborear o café mineiro.

Café, aliás, passado na hora. Poços de Caldas tem um dos hotéis mais antigos do País, o Palace, bem no centro.

Grande parte das cidades mineiras tem um coreto na praça.

Depois de circular bastante por Minas, voltamos para o estado de São Paulo. Passamos por Campinas e fomos a Eldorado, onde fica a famosa Caverna do Diabo.

A caverna tem 600 metros de área de visitação, mas é muito maior. Vale a pena conhecer.

Para chegar a Eldorado enfrentamos uma estrada muito ruim. Uma descida de Serra entre Piedade e Juquiá. Estrada esburacada e estreita. Péssima. Bem, depois de Eldorado voltamos ao Paraná e ficamos mais uma noite em Curitiba. Foi o único dia em que pegamos chuva fraca, mas que não prejudicou a viagem. De Curitiba fomos a Blumenau, em Santa Catarina.

De Blumenau foi a hora de voltar. Pegamos a BR-101 em SC e seguimos de volta ao RS. Estrada bem movimentada, com muitos caminhões e muitos motoristas apressados, que não respeitam muito os outros ocupantes da pista, mas deu tudo certo. O carro da foto é apenas ilustrativo.

Neste roteiro passamos por 35 praças de pedágio e gastamos 180 reais. O pedágio mais caro foi 15,20 no interior de São Paulo. Em Minas não há muito pedágio mas as estradas estão ruins, especialmente as estaduais. Como tudo o que é bom dura pouco, a viagem acabou, mas já estou pensando na próxima. Quero ir ao norte de Minas e ao litoral da Bahia, mas isso fica para o fim do ano ou começo do ano que vem. Por enquanto, vou voltar aos roteiros pelo interior do RS.

Um hotel de quase 100 anos em Marau

O Hotel de Conto é bem tradicional em Marau. Fica na principal avenida da cidade, bem no centro.

O fato de ficar no centro tem os pontos positivos e os negativos. O bom é que é perto de tudo. Mas quem prefere silêncio, deve ficar com os quartos de fundo. A avenida é bem movimentada.

O estacionamento não é coberto. Na parte interna, uma decoração interessante.

Como não me importo com ruídos de rua, pedi um quarto de frente, com sacada.

O hotel tem uma piscina ao ar livre e um belo jardim.

As diárias não são muito baratas não, mas às vezes se consegue uma promoção no booking.

A duas quadras do hotel fica a praça principal de Marau, com a bela igreja.

Na frente da praça tem um casarão.

Marau é bem perto de Passo Fundo também. Já tinha me hospedado no Hotel de Conto há alguns anos. Voltei agora durante o último Carnaval, por isso o hotel estava bem tranquilo e com preços mais acessíveis. Confira mais fotos de viagens no meu perfil no Instagram.